quarta-feira, 20 de maio de 2009

"O gato de botas" ( adaptado por Fabiana, Fabiane e Monick)




Era uma vez um moleiro muito pobre, que tinha três filhos. Os dois mais velhos eram preguiçosos e o caçula era muito trabalhador.
Quando o moleiro morreu, só deixou como herança o moinho, um burrinho e um gato. O moinho ficou para o filho mais velho, o burrinho para o filho do meio e o gato para o caçula. Este último ficou muito descontente com a parte que lhe coube da herança, mas o gato lhe disse:
__Meu querido amo, compra-me um par de botas e um saco e, em breve, te provarei que sou de mais utilidade que um moinho ou um asno.
Assim, pois, o rapaz converteu todo o dinheiro que possuía num lindo par de botas e num saco para o seu gatinho. Este calçou as botas e, pondo o saco às costas, encaminhou-se para um sítio onde havia um lindo vinhedo. Quando ali chegou, pediu ao dono do vinhedo um bocado de uvas para que pudesse levar ao seu dono que havia perdido o pai. O dono da vinha então muito compadecido da situação do rapaz e do gato de botas encheu-lhe o saco com uvas bem rosadas.
Muito esperto o gato foi até a cidade e na rua mesmo começou a oferecer uvas rosadas aos que passavam ali. Naquele dia o gato vendeu todo o saco de uvas e levou uma boa quantia de dinheiro ao seu dono. Com o dinheiro o gato comprou roupas novas para o seu dono.

O gato de botas então contou ao seu dono como fez para conseguir este dinheiro.

- Senhor, eu fui até o vinhedo que fica no alto da colina e pedi um bocado de uvas. O dono da terra se compadeceu da nossa situação e me deu um saco cheio de uvas bem rosadas. Fui até a cidade e vendi todas as uvas, as pessoas ficavam impressionadas com a minha aparência. Agora vista esta roupa, pois vamos agradecer ao dono do vinhedo o que ele fez por nós.

E assim fez o filho mais novo do moleiro. Chegando ao vinhedo o gato agradeceu o que lhe tinha feito e disse que agora gostaria de comprar mais uvas para que pudesse vender na cidade. O dono da terra então vendeu mais dois sacos cheios de uvas rosadas. Chegando à cidade os dois venderam todas as uvas e levaram um bom dinheiro para a casa.

No outro dia fizeram a mesma coisa e assim fizeram por muito tempo. Até que um dia ao chegar ao vinhedo o dono não atendeu e pediu que os levasse até o seu quarto. Quando entraram viram uma enorme sala e uma casa que parecia ser um palácio. O dono do vinhedo estava deitado e parecia muito abatido.

- O que aconteceu? Perguntou o filho mais novo.

- Estou muito mal e tenho pouco tempo de vida. Em todos estes anos vivi sozinho e tudo para satisfazer a minha vontade de riqueza. Agora não tenho ninguém para deixar minha fortuna. Quero deixar todos os meus bens com vocês e quero que continuem trabalhando em meu vinhedo e vendendo uvas rosadas para que pelos menos a minha memória fique viva em parte desta cidade.


Pouco tempo depois o dono da vinha veio a falecer e o rapaz e o gato então se mudaram para a grande casa do dono da vinha e ali deram continuidade ao trabalho.

Certo dia chegou aos ouvidos do rei daquela província que havia uma vinha que era muito próspera. O rei então quis conhecer o dono desta vinha. O gato muito esperto sabia que o rei tinha uma bela filha e foi até o palácio real convidar a princesa a também conhecer a vinha. Rapidamente o rei e sua filha foram ao encontro daquele que possuía um belo vinhedo.
__ Bem vindo seja, senhor, ao palácio. Disse o gato.
__ Olá! - disse o rei
__ Que formoso palácio tens tu! Peço-te a fineza de ajudar a princesa a descer da carruagem.
O rapaz, timidamente, ofereceu o braço à princesa e o rei murmurou-lhe ao ouvido:
__ Eu também era assim tímido, nos meus tempos de moço.
Entretanto, o gatinho meteu-se na cozinha e mandou preparar um esplêndido almoço, pondo na mesa os melhores vinhos que havia na adega; e quando o rei, a princesa e o amo entraram na sala de jantar e se sentaram à mesa, tudo estava pronto.


Depois do magnífico almoço, o rei voltou-se para o rapaz e disse-lhe:
__ Jovem, és tão tímido como eu era nos meus tempos de moço. Mas percebo que gostas muito da princesa, assim como ela gosta de ti. Por que não a pedes em casamento?
Então, o moço pediu a mão da princesa, e o casamento foi celebrado com a maior pompa. O gato assistiu, calçando um novo par de botas com cordões encarnados e bordados a ouro e preciosos diamantes.
E daí em diante, passaram a viver muito felizes.

12 comentários:

  1. OI, MENINAS!!!
    O blog ficou bem criativo e a reescrita também,pois vocês colocaram o gato mais solidário e menos mentiroso,apesar de ele ter contado um mentira no começo.E também do trabalho em conjunto feito por ele e pelo filho mais novo. Essas história também nos faz pensar que nem sempre as coisas maiores são as melhores e nos dará mais felicidade,pois o valor das coisas esta no significado que damos a elas.
    BEIJOS...MARIA DO CARMO.

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  2. Olá meninas!!!

    Muito legal a reescrita de vocês e fará as pessoas que a lerem refletir que cabe a nós transformarmos o que parece pequeno em algo grandioso. Que foi exatamente o que vocês criaram: o filho mais novo havia ficado angustiado pela herança que lhe coube, mas no entanto foi esta aparente pequena herança que transformou a sua vida!!!

    BJOS..PRISCILA APARECIDA

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  3. Olá Fabiana, Fabiane e Monick!!!!!!
    Gostei muitas imagens que vcs colocaram no blog. O gatinho do Shrek é muito fofinho,rsrsrsrs.

    E achei interessante a reescrita que vcs fizeram.
    Gostei muito do que a Maria escreveu no comentário dela "que nem sempre as coisas maiores são as melhores e nos dará mais felicidade,pois o valor das coisas está no significado que damos a elas!. Faço minhas as palavras da Maria!!!!
    O filho mais novo não gostou de ter recebido como herença, um gato, mas esse gato que consegui trazer muitas felicidades para o seu dono. Mas lógico, houve um trabalho em conjunto tbm!!!

    Abraços!!!
    Pâmela!!!

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  4. Queridas, a história de vocês ficou muito boa! Foram criativas e trataram o tema a partir de uma mensagem bonita, de fidelidade, solidariedade e deram outro tratamento, como foi apontado por outras colegas, à mentira...
    Espero que esse espaço dê outros frutos e vocês adotem o Blog como recurso pedagógico... Criatividade vocês já mostraram que tem de sobra e quem ganhará com isso serão seus futuros alunos.
    Sugiro uma pequena revisão de texto, ok?
    Bjs
    Adriana

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  5. Em tempo: o blog de vocês ficou muito bem feito, bonito. Parabéns!
    Bjs
    Adriana

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  6. Oi meninas, achei a reescrita da história diferente e não conhecia o conto.
    Parabéns pelo trabalho!
    Cris!

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  7. Oi!
    A adaptação q fizeram do conto ficou legal, pois diferente do conto original, não usou a mentira para vencer e sim a honestidade.
    ;*
    Gleyci Guedes

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  8. Oi meninas!

    Gostei do blog, inclusive da reescrita visto que ficou bem diferente do original... Gosto muito desse conto! Bela escolha!

    Beijos

    Max

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  9. Ola,

    Por incrível que pareça tudo aqui nesse blog se fez novo para mim, uma vez que nem mesmo a historia original eu conhecia ( que vergonha) rsrsr... E comparando-as vi que vocês foram super criativas, transformando o gato em uma criaturinha mais verdadeira...hihii...

    Beijos
    JULIANA

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  10. Olá meninas,
    Confesso que apesar de conhecer a história escolhida por vcs, não me lembrava totalmente dela. Foi muito interessante recordar e ao mesmo tempo refletir sobre a reescrita de vcs. Parábens!!!
    Beijos

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  11. Que bom que gostaram!
    Nossa intenção foi justamente mostrar que não vale a pena mentir e enganar as pessoas para ter aquilo que você quer. E que a honestidade é um bem que não se pode comprar.

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  12. Olá meninas
    A reescrita ficou diferente da original. E como vocês mesmas disseram a honestidade é um bem particular (pessoal).
    Beijos!!!!!!
    Kamilla.

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